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Devaneios de Miss L

02
Dez20

MORRER COM MEMÓRIAS NÃO COM SONHOS || TEXTO PESSOAL


Miss L

Olá Nossos Devanienses!

 

Memórias que curam - Planeta

 

Entraste na minha vida e eu ainda não entendi o porquê. Achavas que eras perfeito, mas os teus músculos eram como tu. Nada naturais e completamente falsos. Só querias um harém. A esposa, a pseudo-namorada, a melhor amiga e depois eu. Eras o que estava à mão. Disse-te tantas vezes e dessas vezes todas não gostaste nem um pouco.

Pensavas que eras um Sultão. Pensas que a tua querida esposa do teu seguro casamento e a tua pseudo-namorada nunca iriam saber. Era o teu crime perfeito, Aquariano! Não passavas dum Imbecil! Era a tua alcunha carinhosa. Porém, tu achavas que era Burrinha.

Deverias ter muitas mais. Só três eram do trabalho. Fazias mil e uma promessas. Eu ria-me. Não acreditava numa só palavra. Eras só uma aventura. Gostavas de mim? Nem de ti próprio! Não valias nada. Eras tão fácil, eras o que havia.

Porém, as coisas correr muito mal. Para mim, claro. Estavas cheio de medo com o teu ar de durão como disfarce. Tu e a tua amiguinha, à qual chamavas de melhor amiga e estava apaixonadinha por ti, pressionaram. Eu não iria aguentar mais oito meses de pressão e de medo que me atirasses das escadas abaixo do trabalho.

Aceitei. A tua pseudo-namorada e a tua amiguinha queriam estar na mesma situação que eu, mas não sabem o Inferno que é. Disse-te, não gostaste.

A partir dai, ameaçaste. O medo aumentou, apesar do alívio. Choraste de alívio quando aceitei. Tinhas receio do que eu pudesse fazer. Sabias que estava magoada. Querias que eu fosse despedida. O que mais querias tornou-se o teu pior pesadelo. Afinal, tinhas cadastro. Quem diria? Um moço que não passa duma Criança Grande que aparece com o braço ao peito mas jura que foi um vidro. Enganavas quem querias, menos a mim. Também já chegaste a dizer que foste levar a cadela a passear e a trela enrolou-se no dedo. A tua cadela imaginária.

Apareceste com o olho pisado e a desculpa foi que tinhas escorregado. Claro que sim, numa formiga. Tu não sabes ser um homem. Não sabes ser Pai. Nem das duas que nasceram.

Rapidamente tornei-me no teu pior pesadelo. Pensavas mesmo que eu não seria capaz? Só faço ar de santa! A mim não me ameaças! Eu estava no meu canto e só isso irritava a tua amiguinha. Ela própria que me convidou. Claro que a ideia deveria ter sido tua. Nem me podias ver à frente. O sentimento é mútuo, Imbecil! Desejo que morras debaixo duma ponte!

Agora tenho-te à minha frente. Relato-te tudo como se fosse num tempo longínquo. Foi no ano passado. Realizaste o teu sonho tão pequenino como tu: Ter um harém. Sobra-te o quê? As memórias? Deixa-me rir!

Estás com medo, Imbecil? Eu ganhei! Estás muito agitado, acalma-te. Deixa fazer efeito. Gosto de te ver assim. A pagar por tudo lentamente. Beberia o teu sangue, mas não é puro. Tu não vales nada. Estás com suores frios. Porquê? Não estás a gostar? Fico mesmo triste em sabê-lo.

Dou-te um golpe de misericórdia no pescoço. Estás livre dos teus pecados. Estou livre do passado. Nunca serias ninguém para o Pedro Miguel!

 

Beijokitaz

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